Pesquisa sobre a conservação de polinizadores na Mata Atlântica brasileira é desenvolvida por docente pesquisador do Observatório da UniFG

Publicado em 02 de maio, 2019, em Destaque, Notícias

O declínio de polinizadores em todo o mundo é um fato incontestável, tornando a preservação desses animais algo prioritário, principalmente em áreas que concentram alta biodiversidade, como a Mata Atlântica na América do Sul. As abelhas orquídeas estão entre os polinizadores mais importantes e são consideradas como bons indicadores biológicos de qualidade ambiental. No entanto, como resultado de impactos ambientais causados pelas atividades humanas, as populações dessas abelhas vêm sendo reduzidas.

Nessa perspectiva, o Prof. Elder Miranda, docente do Centro Universitário UniFG, realizou uma pesquisa sobre a conservação de polinizadores e determinação de unidades de conservação na Mata Atlântica brasileira. O artigo intitulado “Priority areas for conservation of orchid bees (Apidae, Euglossini) in the Atlantic Forest” (Áreas prioritárias para a conservação de abelhas das orquídeas na Mata Atlântica, teve como objetivo inferir áreas de refúgio dentro da Mata Atlântica que potencialmente concentram altos níveis de diversidade genética para as abelhas orquídeas.

O estudo foi realizado durante o pós-doutorado do docente na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), na qual, é pesquisador vinculado ao Programa de Pós-graduação em Genética e Biologia Molecular (PPGGBM), e publicado no periódico científico europeu Journal of Insect Conservation, importante publicação internacional sobre a conservação de insetos com Qualis-CAPES A2. O Prof. Elder também é líder do Núcleo de Pesquisa da Conservação e Biodiversidade do Semiárido – CONBIOS, do Observatório UniFG do Semiárido Nordestino.

Na pesquisa, que teve o CONBIOS-UniFG como participante, foi utilizada a ferramenta denominada Modelagem de Nicho Ecológico (paleomodelagem) para indicar áreas prioritárias para a conservação de abelhas das orquídeas (Euglossini), em toda a extensão da Mata Atlântica.

O estudo apontou a existência de três principais áreas de refúgio para as abelhas orquídeas, onde potencialmente se concentram altos índices de diversidade genética, informação útil para a tomada de decisão na conservação e manejo destas abelhas. Além disso, o trabalho propôs hipóteses que poderão ser testadas em futuros estudos filogeográficos para a Mata Atlântica, corroborando estudos pretéritos, abrindo novas frentes de estudos para estes polinizadores na Mata Atlântica.

Segundo o Prof. Elder, o seu projeto de pesquisa em andamento na UniFG realizará uma análise similar para todo o Semiárido Nordestino, determinando áreas prioritárias para a conservação de polinizadores nesta região tão diversa e pouquíssimo estudada da América do Sul.

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